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Islândia entre vulcões, cachoeiras e geleiras

Viajamos com a Lufthansa e fizemos uma conexão em Zurique antes de seguir para a Islândia.

Em um dos trechos, voamos com a Discover Airlines, companhia integrante do Lufthansa Group. Em nossa experiência, o serviço a bordo foi mais simples, sem refeição incluída, mas o voo do continente europeu até a Islândia levou aproximadamente quatro horas.

Por que escolhemos viajar para a Islândia?

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Gostamos de destinos marcados por paisagens naturais.

Para quem procura grandes centros urbanos, restaurantes sofisticados e muitas opções de compras, talvez a Islândia não seja a primeira escolha. O grande espetáculo do país está na natureza.

Em 2026, a Islândia tinha aproximadamente 395 mil habitantes, população próxima à de uma cidade brasileira de médio porte.

O país está localizado sobre a Dorsal Mesoatlântica, entre as placas tectônicas Norte-Americana e Eurasiática, que se afastam gradualmente. Essa condição geológica ajuda a explicar a presença de vulcões, gêiseres, fontes termais e paisagens formadas pela lava.

O calor do interior da Terra aquece as rochas subterrâneas.

A água da chuva e do degelo das geleiras penetra no solo, encontra essas regiões aquecidas e alimenta diversos sistemas geotérmicos. Conviver em um país com tanta atividade vulcânica é para poucos, mas é justamente isso que torna a Islândia tão diferente de qualquer outro destino.

Chegada a Reykjavík

Desembarcamos no Aeroporto Internacional de Keflavík e seguimos para Reykjavík, no sudoeste da Islândia.

Ficamos hospedados no CenterHotel Laugavegur, próximo a supermercados e em uma localização bastante prática para o embarque nas vans dos passeios.

Essa facilidade fez diferença, principalmente nos dias em que saímos cedo para conhecer atrações mais distantes.

Primeiro dia: Círculo Dourado e costa sul da Islândia

Começamos nossa viagem pelo famoso Círculo Dourado, uma das rotas turísticas mais conhecidas da Islândia.

Parque Nacional Þingvellir e a fissura de Silfra

Nossa primeira parada foi o Parque Nacional Þingvellir, também escrito Thingvellir. Caminhamos pelo vale de rifte e avistamos a fissura de Silfra.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as placas tectônicas não colidem nesse ponto. Elas se afastam, formando fendas, paredões e falhas visíveis na paisagem. .

Além da importância geológica, Þingvellir possui grande relevância histórica para os islandeses, pois foi onde surgiu o antigo Parlamento do país, por volta do ano 930.

Geysir e Strokkur

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Depois seguimos para Geysir, uma das áreas geotérmicas mais famosas da Islândia.

O grande Geysir, que deu origem ao nome usado para esse tipo de formação, não entra em atividade com tanta frequência atualmente.

A principal atração é o Strokkur, que lança jatos de água quente e vapor em intervalos de aproximadamente cinco a dez minutos.

Antes de cada erupção, a água forma uma espécie de bolha azulada. Em poucos segundos, o jato se eleva e surpreende todos que estão aguardando ao redor.

Cachoeira Gullfoss

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Nossa próxima parada foi Gullfoss, uma cachoeira impressionante pelo volume e pela força de suas águas.

Mesmo com chuva, vale a pena caminhar pelas trilhas e mirantes localizados ao redor. Cada ponto oferece uma perspectiva diferente da queda e do cânion.

Seljalandsfoss

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A cachoeira Seljalandsfoss é conhecida por permitir que os visitantes caminhem por uma trilha que passa atrás da queda d’água.

É uma experiência diferente, mas prepare-se para se molhar. O vento espalha a água por todo o caminho.

Skógafoss

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Em Skógafoss, é praticamente impossível não sentir a força da água.

A aproximação da base da cachoeira proporciona uma visão grandiosa, acompanhada de muito vento e gotículas de água.

Foi um dos momentos em que realmente percebemos a intensidade da natureza islandesa.

Praia de areia preta Reynisfjara

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Encerramos o dia na praia de areia preta Reynisfjara.

O contraste entre a areia escura, as formações de basalto e o mar cria uma das paisagens mais marcantes da costa sul da Islândia. Entretanto, é preciso ter muito cuidado.

As chamadas ondas sorrateiras podem avançar repentinamente por uma distância muito maior do que as ondas anteriores.

A recomendação oficial é permanecer afastado da água e nunca ficar de costas para o mar. Vidas já foram perdidas nesse local.

Geleira de Skaftafell e Lagoa Glacial Jökulsárlón

No dia seguinte, partimos em direção ao sudeste da Islândia, rumo ao Parque Nacional Vatnajökull.

Caminhada na geleira em Skaftafell

Em Skaftafell, fizemos uma caminhada sobre uma geleira. A experiência exige equipamentos adequados e acompanhamento especializado, já que o gelo pode apresentar fendas, áreas escorregadias e mudanças constantes.

Caminhar por aquela imensidão branca, cercada por montanhas, foi uma das experiências mais diferentes da viagem.

Lagoa Glacial Jökulsárlón

Depois da caminhada, tivemos uma das maiores surpresas da viagem: a Lagoa Glacial Jökulsárlón.

Os icebergs flutuantes, alguns com tonalidades azuladas, contrastam com as montanhas e geleiras ao fundo. É uma paisagem que faz qualquer pessoa perceber que as longas horas de voo valeram a pena.

Jökulsárlón é uma das atrações mais visitadas da Islândia. A lagoa recebe blocos de gelo provenientes da geleira Breiðamerkurjökull, que se desprendem e seguem lentamente em direção ao oceano.

Praia dos Diamantes

Caminhando alguns metros a partir da lagoa, chegamos à Praia dos Diamantes.

Os pedaços de gelo que alcançam o mar são devolvidos pelas ondas e ficam espalhados pela areia preta. Sob a luz, parecem grandes cristais ou diamantes.

Höfn e os primeiros dias de sol

No dia seguinte, seguimos para Höfn í Hornafirði, uma pequena cidade localizada no sudeste da Islândia.

Foi nessa região que finalmente conhecemos uma Islândia ensolarada. Viajamos durante o verão, mas o clima islandês é imprevisível e pode mudar rapidamente.

Höfn está cercada por montanhas, geleiras e paisagens costeiras. A cidade também funciona como ponto de apoio para quem percorre o sul e segue em direção aos fiordes do leste.

Puffins em seu habitat natural

Também tivemos um momento de muita ternura ao conhecer os puffins, ou papagaios-do-mar, em seu habitat natural.

Eles lembram pequenos pinguins por causa das cores, mas possuem características completamente diferentes. São barrigudinhos, expressivos e apresentam um voo rápido e bastante peculiar.

Observá-los interagindo entre si foi uma das experiências mais divertidas da viagem.

Naquela noite, ficamos em uma pousada bastante antiga, onde experimentamos uma maravilhosa refeição local preparada com carne de cordeiro.

Cânion Stuðlagil e as casas com telhado de grama

Começamos o dia seguindo para o cânion Stuðlagil, conhecido pelo rio e pelas impressionantes colunas de basalto.

Essas formações surgem durante o resfriamento da lava. Conforme o material se contrai, aparecem fraturas que criam colunas verticais, muitas vezes com formatos geométricos.

Durante o caminho, vimos uma casa tradicional coberta por terra e grama.

Esse tipo de construção ajudava a proteger os moradores do vento e das baixas temperaturas. Segundo as explicações que recebemos, em algumas propriedades antigas os animais permaneciam em áreas anexas ou inferiores, contribuindo para o aquecimento dos ambientes.

Dimmuborgir, Goðafoss e águas termais

Conhecemos as formações de lava de Dimmuborgir, na região do lago Mývatn.

As rochas apresentam formatos curiosos e algumas lembram rostos ou figuras humanas. Depois de tantas paisagens grandiosas, essa atração não foi uma das que mais nos impressionaram. Na nossa opinião, quem estiver com pouco tempo pode priorizar outros pontos do roteiro.

Depois visitamos Goðafoss e tivemos sorte, pois o sol apareceu justamente naquele momento, deixando a paisagem ainda mais bonita.

Para finalizar o dia, relaxamos em águas termais na região de Eyjafjarðarsveit, próxima a Akureyri.

Akureyri, a cidade dos corações

Pernoitar em Akureyri foi uma ótima escolha. A cidade é charmosa, florida, organizada e muito bem cuidada.

Existem piscinas públicas aquecidas e diversas áreas agradáveis para caminhar. Um detalhe curioso são os sinais vermelhos dos semáforos, que possuem o formato de coração.

Os corações ganharam ainda mais significado após a crise financeira de 2008, quando a cidade promoveu mensagens de otimismo e incentivo à população.

Observação de baleias

Na manhã seguinte, fizemos um passeio para observar baleias saindo da própria região de Akureyri.

Apesar de já termos realizado muitas viagens ligadas à natureza, foi a primeira vez que vimos baleias em seu habitat natural. A expectativa aumenta a cada sinal na água, até que finalmente surge uma cauda ou parte do corpo do animal.

Almoçamos em Dalvík e depois seguimos para Siglufjörður, uma cidade ligada à história da pesca do arenque.

Apesar de já termos realizado muitas viagens ligadas à natureza, foi a primeira vez que vimos baleias em seu habitat natural. A expectativa aumenta a cada sinal na água, até que finalmente surge uma cauda ou parte do corpo do animal.

Almoçamos em Dalvík e depois seguimos para Siglufjörður, uma cidade ligada à história da pesca do arenque.

O local é interessante, principalmente para quem gosta de pequenas cidades pesqueiras. Entretanto, em nossa opinião, pode ser retirado do roteiro caso o tempo esteja muito apertado.

Cratera Grábrók, Hraunfossar e Barnafoss

Seguimos para a região de Borgarnes e visitamos as crateras de Grábrók.

Foi possível caminhar pelas bordas e observar as formas do relevo, a coloração do solo vulcânico e o tipo de areia que cobre a região.

Depois conhecemos Hraunfossar, um conjunto de cachoeiras baixas e largas que surgem entre as formações de lava.

Nas proximidades também está Barnafoss, conhecida como Cachoeira das Crianças. As águas atravessam as pedras com muita força, criando passagens, curvas e formações esculpidas pela correnteza.

Os cavalos islandeses

Outro momento inesquecível foi conhecer os cavalos islandeses.

Eles têm uma crina linda, digna de propaganda de shampoo, e são muito receptivos. Pudemos nos aproximar, interagir e alimentá-los.

A raça é conhecida por apresentar andaduras próprias, como o tölt, um movimento suave e confortável para quem está montando. Para proteger a população equina de doenças, nenhum cavalo pode entrar na Islândia. Quando um cavalo islandês sai do país, ele também não pode retornar.

Cenários de Game of Thrones

Quem assistiu a Game of Thrones provavelmente reconhecerá algumas paisagens islandesas.

Conhecemos um dos locais utilizados nas gravações e entendemos perfeitamente a escolha da produção. A Islândia reúne natureza, silêncio, mistério e uma sensação constante de isolamento.

É impossível visitar o país sem pensar na resiliência necessária para viver durante tantos anos em um território marcado pelo frio, pelo vento e pela atividade vulcânica.

Parque Nacional Snæfellsjökull

Em seguida, fomos a uma praia de areia preta cercada por formações de lava dentro do Parque Nacional Snæfellsjökull.

O nome islandês, Snæfellsjökulsþjóðgarður, parece impossível de pronunciar para quem não domina o idioma. A paisagem, porém, dispensa qualquer tradução.

A região possui praias escuras, campos de lava, paredões costeiros e formações rochosas criadas por diferentes períodos de atividade vulcânica.

Depois percorremos a costa de Snæfellsbær. Mesmo com o tempo nublado e chuvoso, as paisagens eram muito bonitas.

Ainda conseguimos observar uma pequena foca descansando entre as pedras. Ela parecia completamente à vontade, sem se importar com o vento ou com o frio.

Uma descida ao interior de um vulcão

Uma das experiências mais emocionantes da viagem foi conhecer o interior do vulcão Þríhnúkagígur.

A atração permite descer cerca de 120 metros em uma plataforma suspensa até uma antiga câmara magmática. O local é considerado único porque a estrutura interna permaneceu aberta após a atividade vulcânica.

As paredes possuem diferentes tonalidades. Segundo as explicações recebidas durante o passeio, as cores estão relacionadas à presença de minerais e rochas, com tons avermelhados, amarelados, esverdeados e acinzentados.

A operação normalmente ocorre entre maio e outubro, já que o acesso depende das condições climáticas. Todo o processo foi conduzido com muitos equipamentos e orientações de segurança.

Durante o passeio, ainda vimos uma raposa-do-ártico branca, que parecia reclamar do frio.

Terras Altas da Islândia

No dia seguinte, embarcamos em um veículo preparado para atravessar as Terras Altas da Islândia.

O jipe possuía rodas grandes e um sistema que permitia ajustar a pressão dos pneus conforme a necessidade. Logo entendemos o motivo: as estradas apresentavam muitas pedras, desníveis e riachos.

Hjálparfoss

Começamos por Hjálparfoss, uma cachoeira com duas quedas que parecem se encontrar.

Vale a pena caminhar ao redor para observar as diferentes perspectivas e as formações de lava que cercam a água.

Foto 28: as duas quedas da cachoeira Hjálparfoss.

Águas azul-turquesa em Ásahreppur

Em seguida, conhecemos uma cachoeira de água azul-turquesa na região de Ásahreppur.

A cor foi uma surpresa. Também vale a pena percorrer os caminhos próximos para enxergar a paisagem de diferentes ângulos.

Lago de cratera Ljótipollur

Depois chegamos a Ljótipollur. Essa é uma parte da Islândia que não deveria ficar de fora do roteiro.

O lago ocupa uma cratera cercada por paredes avermelhadas. Ao fundo, as montanhas apresentam tons de verde, amarelo, marrom e vermelho.

Os vales da região são muito charmosos. Como viajamos no verão e o clima estava favorável, conseguimos caminhar e apreciar a paisagem com tranquilidade. No inverno, o acesso pode ser mais difícil e depender das condições das estradas.

Blue Lagoon

Reservamos o penúltimo dia para descansar na Blue Lagoon.

Depois de vários dias de caminhadas, vento, chuva e longos deslocamentos, entrar nas águas quentes foi maravilhoso. A tonalidade clara da água, o vapor e a paisagem vulcânica criam uma atmosfera que realmente parece um sonho.

Último dia em Reykjavík

No último dia, aproveitamos para conhecer melhor Reykjavík.

Lava Show

Fomos ao Lava Show, onde aprendemos sobre as características da lava por meio de uma demonstração ao vivo.

Foi interessante observar como a parte externa começa a formar uma crosta enquanto o interior continua líquido e extremamente quente. Também vimos o efeito causado pelo contato entre o gelo e a lava, que produz bolhas e texturas.

Essa experiência nos ajudou a entender por que algumas áreas de lava resfriada parecem estalar quando caminhamos sobre elas.

Museu Nacional da Islândia

Também visitamos o Museu Nacional da Islândia.

Para quem gosta de história, é uma oportunidade de compreender melhor a formação do país, o processo de colonização, as influências políticas e religiosas da Noruega e da Dinamarca e as antigas crenças pagãs.

O museu também apresenta objetos, roupas, utensílios e elementos que ajudam a contar como os islandeses viviam e se organizavam.

Vale a pena viajar para a Islândia?

Para quem gosta de natureza, a Islândia é um destino extraordinário.

Tudo é caro, principalmente a alimentação. A viagem também é longa para quem sai do Brasil, pois normalmente exige uma conexão nos Estados Unidos ou em algum país da Europa.

Em compensação, encontramos pessoas acolhedoras e conseguimos nos comunicar em inglês durante toda a viagem. O alfabeto islandês possui letras e sons que não existem em português, o que torna a pronúncia dos nomes uma atração à parte.

Morar na Islândia seria outra história. Sentiríamos muita falta do sol e do calor durante boa parte do ano. Entretanto, conhecer um pouco da cultura, da história e da capacidade de adaptação desse povo foi maravilhoso.

A Islândia nos mostrou cachoeiras, vulcões, praias negras, fontes termais, geleiras, animais e paisagens que dificilmente encontraremos reunidos em outro lugar.

Foi uma viagem longa, intensa e inesquecível.

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Perguntas frequentes

A Islândia é um destino indicado para quem gosta de natureza?

Sim. As principais atrações do país estão relacionadas às paisagens naturais, como geleiras, vulcões, cachoeiras, praias de areia preta, cânions e áreas geotérmicas.

Vale a pena conhecer a Islândia no verão?

Na nossa experiência, sim. O verão facilitou as caminhadas, os deslocamentos e o acesso a algumas atrações que fecham ou ficam mais difíceis durante o inverno.

É caro viajar para a Islândia?

Sim. Hospedagem, alimentação, transporte e passeios podem pesar no orçamento. É importante planejar os gastos antes da viagem.

É necessário falar islandês?

Não foi necessário em nossa viagem. Conseguimos nos comunicar em inglês nos hotéis, restaurantes, passeios e atrações turísticas.

Qual atração exige mais cuidado?

Reynisfjara exige atenção especial devido às ondas imprevisíveis. Também é fundamental contratar guias especializados para caminhadas em geleiras e respeitar as condições das estradas nas Terras Altas.

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