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Casal Mega Viajante

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Pedalando pela Espanha: conhecendo cidades históricas

Sempre achei uma ótima ideia conhecer lugares andando de bike, começando por Madri e Segóvia. Acho a velocidade da bike ideal para passar pelas ruas e cidades. Não é tão rápido quanto um carro e tão cansativo e lento quanto andar. 

Início da aventura sobre duas rodas

Começamos em Segóvia fazendo uma trilha circular de 45,2 km com desnível de 482 metros em um trajeto considerado moderado. No meu humilde ponto de vista, eu não sou atleta e, para mim, foi muito tranquilo. 

Perto de 50 km com e-bike, você vai para qualquer lugar; claro, sempre temos que pedalar, mas, nas subidas, você pode aumentar a potência da elétrica para facilitar se faltar o fôlego. 

A bateria sempre é suficiente em 50 km, mesmo que a altitude seja maior do que 500 metros. Antes de pedalar de e-bike, esses números me assustavam. Agora sei que é possível.

Aqueduto de Segóvia

No dia em que chegamos, fomos andar pela cidade e, logo na frente do nosso hotel, tivemos o privilégio de ver “O Aqueduto de Segóvia”, localizado na Espanha.

Essa é uma das obras de engenharia civil mais bem preservadas do Império Romano e o símbolo máximo da cidade. 

Declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985, ele impressiona por ter sido construído inteiramente a seco, ou seja, sem o uso de nenhuma gota de cimento ou argamassa. Suas pedras de granito se sustentam de pé há quase 2.000 anos apenas devido ao encaixe perfeito e à força da gravidade.

Andar pelas ruas estreitas e charmosas é muito agradável, porque elas são testemunhas de vários fatos históricos. O chão é bege e as casas ainda têm enfeites e residem na sua atmosfera medieval perfeitamente preservada, onde vielas de paralelepípedos e fachadas históricas transportam os visitantes no tempo.

Alcázar de Segóvia

Depois fomos ver o “Alcázar de Segóvia”, um dos palácios-fortalezas medievais mais famosos e visualmente impressionantes do mundo. Localizado no topo de um penhasco rochoso na cidade de Segóvia, Espanha, o monumento é famoso por seu formato único que lembra a proa de um navio. 

Ele também é conhecido por ter servido de inspiração para o castelo da Cinderela (e da Branca de Neve) de Walt Disney.

Catedral de Segóvia 

Visitar a Catedral de Segóvia foi uma experiência que me impressionou pela grandiosidade e pela história que ela carrega. Construída entre 1525 e 1577, ela é considerada a última grande catedral gótica erguida na Espanha e na Europa, mesmo em uma época em que o estilo renascentista já predominava. 

Sua imponente estrutura em forma de cruz latina, as três naves, as 22 capelas laterais ricamente decoradas, o coro com seus enormes órgãos e o belo claustro gótico. Também soubemos que ela foi construída para substituir a antiga catedral românica, destruída durante a Guerra dos Comuneros, o que torna sua história ainda mais fascinante.

Palácio Episcopal

Uma das principais joias arquitetônicas da cidade é o “Palácio Episcopal”. Ele foi construído em 1550 e transformado em palácio no ano de 1755.

O local serviu como residência oficial dos bispos, abrigando atualmente o museu de arte sacra da diocese. 

Parque Pradera de San Marcos

Outro passeio que valeu muito a pena foi o do Parque Pradera de San Marcos. Lá, você tem a vista do castelo (os espanhóis chamam de Alkazar) no alto e, na época em que nós fomos, tinha uma árvore que liberava um algodão branco que era similar à neve, dando um efeito bonito. 

Durante o passeio, é irresistível não comer o sanduíche com pão crocante de Ramon. 

O grupo se reuniu em um restaurante típico para comer o famoso cochinillo de Segóvia. 

Vimos o forno enorme e, como é assado devagar, deixa a carne bem macia. Uma obra de arte. Irresistíveis são as azeitonas e o azeite com um sabor diferente, levemente amargo.

Nosso retorno à e-bike

É marcado um horário para receber as e-bikes e o responsável ensina como usar o equipamento, que é geralmente bem simples.

No primeiro dia da aventura, passamos por San Antonio, um palácio antigo que hoje é um hotel; depois vimos a Puente de Segovia. Pegamos muita chuva e, mesmo no verão, fazia frio. Como temos uma sacola acoplada na bike, podemos levar capas e mais agasalhos.

Incrível que, em pleno mês de maio, pegamos uma chuva de granizo e a temperatura abaixou muito. Todos nós tremíamos de frio, por isso paramos para tomar um caldo quente. Quando você se propõe a andar de e-bike, isso pode acontecer.     

Palácio Real de La Granja de San Idelfonso

Impressionante no primeiro dia foi o “Palácio Real de la Granja de San Idelfonso”, com jardins maravilhosos.

O local é uma das mais deslumbrantes residências da família real espanhola, localizado na província de Segóvia, na encosta norte da Serra de Guadarrama.

Ele é conhecido popularmente como o “Versalhes Espanhol”. O palácio barroco do século XVIII foi idealizado pelo rei Filipe V (o primeiro monarca da dinastia Bourbon na Espanha) para recriar o esplendor da corte francesa de seu avô, Luís XIV.

Palácio Real de Riofrio

O “Palácio Real de Riofrío” é uma das residências oficiais da Família Real Espanhola, localizado no município de San Ildefonso, na província de Segóvia, a apenas 11 quilômetros da capital provincial. 

Gerido pelo Patrimônio Nacional da Espanha, o monumento destaca-se por sua arquitetura de influência italiana e pela vasta floresta protegida de 625 hectares que o circunda, habitada por gamos e veados.

Segundo dia de passeio — de Segóvia a Pedrazza

Em nosso segundo dia de passeio, fomos de Segovia a Pedraza por 52 km, com um desnível de 602 m e com a dificuldade considerada moderada. 

Pelo caminho, muito sol, muitas e muitas flores (incrível como fica bonito nessa época), animais como gado e cavalos.     

Entramos no vilarejo medieval de Pedraza. Passando os muros, parece que mudamos de século. Ruas estreitas e de pedras, com casas antigas, com janelas e portas de madeira.

O Castelo de Pedraza é uma impressionante fortaleza medieval do século XIII na província de Segóvia. Erguido sobre antigas ruínas romanas e árabes, o monumento destaca-se por sua imponente torre de defesa.

O portão é interessante e cheio de metais em forma de espinhos na madeira. O castelo foi construído a partir do século XIII e, a partir do século XV, com a indústria têxtil, foi um ponto importante e era residência dos nobres. 

Tem alguns arcos em sequência em um corredor de estilos diferentes porque as épocas de reforma foram diferentes (sécs. XIII e XV), incluindo uma cerca de metal para impedir invasões. Existe uma masmorra sombria e úmida que, graças a Deus, nunca mais será usada. 

O jardim e o prédio são bem cuidados por meio de uma pequena taxa que você paga para entrar. Até 1920, ele estava abandonado e foi comprado pelo pintor espanhol Ignacio Zuloaga.

Ficamos em uma pousada charmosa do século XVIII com o nome de Santo Domingo, com a estrutura antiga de paredes grossas e com uma vista bem agradável.    

Ida para Sepúlveda

No dia seguinte, partimos para Sepúlveda e fizemos uma parada em Carrascal del Rio, um rio que foi esculpindo um vale com suas curvas e paredes cheias de vegetação. Dormimos em uma pousada medieval, a Casa Gil e Gibaja, que nos recebeu com um grande portão em madeira e um pátio central. Paredes de pedra e grossas, móveis de madeira, espadas usadas como enfeites e a impressão de que o tempo parou. 

Acordamos com um ótimo café da manhã e fomos em direção a Pena Fiel (parâmetros). 

A primeira parada foi Rábano, ao lado de um riozinho com várias árvores que parecem paineiras, que soltam tanto algodão branco que nos dá a impressão de neve. 

Entrando em Penafiel, fomos ao Castelo de Penafiel, que fica numa colina com uma boa subida (e bike, você é maravilhosa). Infelizmente, por causa da siesta, estava fechado.

No meio da cidade tem um local onde os espanhóis fazem touradas. Ficamos no hotel que era um convento, que se chama Las Claras, que é muito bonito. Tem uma área central onde entra muita luz do sol e o prédio, apesar de antigo, é pintado de cor branca.

Vinícola Aranda Del Duero

Apesar de não ser conhecedora de vinhos, no dia seguinte fomos em direção a uma vinícola perto de Aranda del Duero e ficamos no Hotel Torremilanos, que fica dentro dela.   

Enormes tanques de alumínio, cimento e barris, com rigoroso controle da temperatura. Os galões enormes de metal são fáceis de higienizar e têm pás para misturar e usam as cascas da uva sem leveduras para fermentar.

Na plantação tem pés de parreira de 1910 e tem pés mais recentes. Tem pedras no solo porque essa região já foi leito de rio há muitos anos e ajudam hoje a manter o calor. Para minha surpresa, eles só contratam 25 pessoas durante 2 meses por ano que conseguem dar conta de pegar todas as uvas.

Junto às bordas das parreiras, eles têm roseiras que pegam as pragas mais rapidamente e também plantam leguminosas para aumentar os nutrientes do solo. Na parte do porão do hotel existem milhares de barris de madeira. Cada barril pode ser usado de 3 a 4 vezes e depois é usado para descansar o uísque. Um vinho jovem usa 1 kg de uva e um vinho gran reserva usa 3 kg  da fruta.            

No dia seguinte fomos para Ayllon e, no caminho, entramos no Parque Natural de Hoces, junto ao rio Riaza, e conhecemos uma cidade em uma colina.

Ficamos no Hotel Ayllon, moderno e confortável. A cidade também tem uma muralha e várias ruas estreitas de pedras com obras antigas que podemos admirar.

Caminho para Riaza

No dia seguinte, fomos a Riaza. Conhecemos a Plaza Mayor e fomos ao mirante, que vale muito a pena. Tivemos a impressão de que algumas casas são abandonadas, mas o gerente do nosso hotel nos informou que as pessoas vêm em períodos específicos e essas casas têm um alto valor econômico. 

Uma última aventura antes da volta para casa

Antes de pegar o voo de volta, ficamos um dia em Madri. Fomos ao Parque El Retiro e, sentados olhando o lago, comemos um lanche. Depois fomos à Praça Mayor. No caminho ao “Palácio Real”, existe uma casa onde você pode escrever seus pedidos em papel (loja dos desejos).

O Palácio é imperdível; é o maior palácio real da Europa Ocidental, cobrindo 135.000 metros quadrados com mais de 3.400 salas.

A escadaria principal impressiona pelos afrescos no teto. O salão do trono mantém os tronos originais e tem uma sala de estilo rococó que se chama Gasparini, que, segundo informações do guia, veio de Veneza. O antepassado do Luís, que tem o sobrenome Gasparini, veio de Veneza; quem sabe tem uma veia artística no DNA? 

Vale a pena conhecer a Espanha de e-bike?

Sim. Vale muito a pena não apenas conhecer a Espanha de e-bike e suas cidades históricas. Pudemos conhecer diversos locais e pontos turísticos sem tanto esforço e aproveitando cada detalhe.

Durante o passeio, conseguimos visitar alguns dos principais cartões-postais, como o Palácio Real de la Granja de San Idelfonso, Alcázar de Segóvia, entre outros. Tudo isso com um roteiro criado para esse tipo de viagem. 

Foi uma experiência inesquecível, combinando mobilidade, lazer, história e cultura. Pudemos apreciar a arquitetura e atmosfera espanhola.

Perguntas frequentes

Quantos dias são suficientes para conhecer Madri?

O ideal é reservar pelo menos de 3 a 5 dias para ter a oportunidade de conhecer os principais pontos turísticos de Madri com mais calma, aproveitando a cultura, história e gastronomia.

Qual é a melhor época para visitar Madri?

A primavera (abril a junho) e o outono (setembro e outubro) são considerados os melhores períodos para conhecer Madri. O clima é agradável, há menos turistas do que no auge do verão e os passeios ao ar livre ficam ainda mais confortáveis.

Madri é uma cidade fácil de explorar?

Sim. Madri conta com bom sistema de transporte público, com metrô, ônibus e bondes que ligam quase toda a cidade. Além disso, você pode alugar e-bikes para aproveitar lugares ao ar livre, como fizemos.

Quais atrações não podem ficar de fora do roteiro em Madri?

Entre os lugares imperdíveis em Madri e, principalmente, na Espanha, estão a Basílica da Sagrada Família, o Parque Güell, o Bairro Gótico, o Parque El Retiro, o Castelo de Pedraza, entre outros.

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