É um pouco longe ir até a Chapada dos Veadeiros de carro. Por isso, optamos por ir de avião até Brasília e alugar um carro, de preferência 4×4, para terrenos difíceis. A verdade é que não tem muitos carros 4×4, por isso, se você conseguir planejar a viagem com antecedência de pelo menos 6 meses, tem uma maior chance de você conseguir.
Como a viagem dura apenas alguns dias, você pode tentar levar uma mala pequena. Mas avalie se o seu 4×4 tem proteção para as malas na caçamba, principalmente se você alugar o carro com algum outro casal.
A distância é de 3 horas e 40 minutos de Brasília até Alto do Paraíso — a estrada é boa.
Ficamos na Vila São Jorge, pousada Egrégora. A cidade vive em torno dos extraterrestres. Os moradores sempre brincam que podemos ser abduzidos.

Conhecendo a Cachoeira do Segredo
No dia seguinte à nossa chegada, fomos conhecer a Cachoeira do Segredo. Ela fica a 14 quilômetros da vila. A trilha tem 7 km ida e volta e é considerada fácil a moderada.
A cachoeira é bem alta, com 120 metros, e a água é gelada, pelo menos para mim. Os meus amigos entraram tranquilamente, nadando de um lado para o outro.
Acho que é porque sou o tipo de pessoa que põe o pé na água e só depois o resto do corpo, sempre aos poucos. O sofrimento é maior! Vale a pena lembrar de usar uma camisa de neoprene se você for uma pessoa que sente mais frio.
Leve também uma toalha e sapatilhas; afinal, sempre podemos ter o risco de cortar os pés nos cascalhos.
Às vezes bate um sol e a entrada fica psicologicamente mais fácil. O que não é permitido, na minha opinião, é não entrar. Se não entrar na cachoeira, você vai se arrepender depois! Existem poços de água irresistíveis!

Almoço no restaurante da Moringa
Após o passeio na cachoeira, almoçamos no restaurante da Moringa e comemos um feijão-tropeiro feito de maneira típica do local. Muito bom!

Segundo dia de passeio
No segundo dia, fomos à Chapada dos Veadeiros e fizemos a trilha amarela (não são nem 10 minutos de carro). Ela consiste em 11 quilômetros de nível moderado, passando por diversas cachoeiras.
Se você fizer esse percurso, observe as flores. Existem algumas típicas do local, muito bonitas e diferentes.
Existem algumas pedras no caminho, então um sapato apropriado para caminhadas que chegue até o tornozelo é o mais indicado.
No local, podemos ver o vale e o Mirante Salto do Rio Preto com uma altura de 700 metros. Depois de caminhar alguns metros, podemos ver a origem da queda com outra cachoeira: a do Garimpão. Ela também tem uma visão maravilhosa. Aproveite para dar um bom mergulho.
Se continuar mais um pouco, vai conseguir ver outra: a Cachoeira do Carrossel e suas corredeiras.
No final da tarde, não perca a oportunidade de dar outro mergulho em uma piscina de água não gelada. Nas pequenas quedas, você ainda consegue fazer uma massagem.

O terceiro dia: o Mirante da Janela e o Mirante Salto do Rio Preto
No terceiro dia, fomos até o Mirante da Janela com uma trilha de 8 quilômetros. Aqui não tem cachoeira, mas a vista é muito bonita. Por entre pedras, você consegue ver o Mirante Salto do Rio Preto.

Depois, fomos ao Vale da Lua, esculturas com bordas arredondadas feitas pela água na pedra cinza clara. Elas revelam túneis e formas curiosas.

À noite partimos para Cavalcante, na pousada Aruanã. De Cavalcante até o Complexo da Canjica, percorremos 75 quilômetros. Aqui, o 4X4 fez toda a diferença. A trilha tem de 7 a 10 quilômetros, ida e volta, e parte pelo leito do rio.
Começamos por um poço que se chama Buriti e, pelo caminho, vamos vendo as paredes formadas por rochas que formam camadas sedimentares e algumas pedras esculpidas.
Logo no início, tivemos a oportunidade de mergulhar no poço de lindas águas azul-turquesa, de lá até um local em que você pode pular com segurança alguns metros antes de cair na água.
Observação: sempre pergunte aos guias o local EXATO onde você pode pular!
Fazendo esse passeio, você vai passar por vários poços, como o Encanto. Local em que paramos para tomar um lanche. Afinal, se você não parar para comprar algo, pode acabar tendo que ficar em jejum muitas horas.
Um ponto imperdível foi a Cachoeira da Borda Infinita! Não perca essa parte do trajeto.
A queda é alta e permite que você fique perto da ponta, com vista para um vale. É curioso, pois passa a sensação de que, a qualquer momento, dinossauros podem sair dali.

Nosso último dia e mais cahoeiras
No último dia, optamos por cachoeiras mais próximas, como a da Capivara e da Santa Bárbara. São locais muito turísticos, pois você precisa andar muito. Lá, há um caminhão que dá carona aos turistas.
Para aproveitar mais a cachoeira, é importante chegar cedo para evitar o local com muita gente.
A primeira é a Santa Barbarinha, que já impressiona pela cor da água. Sua água é um pouco fria, já que não tem muita luz do sol. Mas, como eu disse, não deixe de entrar para não ter arrependimentos.
Já na Capivara, vi algumas pessoas escorregando. Então: cuidado com o limo das pedras.


A verdade é que o nosso país tem muito lugar bonito para conhecer. Para ver todas as belezas da Chapada dos Veadeiros, é preciso ter mais de uma semana de passeio. Achei uma ótima viagem, principalmente quando se está na companhia de amigos.
Perguntas frequentes
Qual a melhor época para visitar a Chapada dos Veadeiros?
O melhor momento para visitar a Chapada dos Veadeiros é o período de seca, de maio a outubro. Isso porque o tempo fica mais ensolarado e permite mais trilhas.
Onde é melhor se hospedar enquanto estiver na Chapada dos Veadeiros?
Existem diversos locais interessantes de hospedagem na Chapada dos Veadeiros, algumas opções são: Alto Paraíso de Goiás, Vila de São Jorge e Cavalcante.
O que levar na mala?
O ideal são peças de secagem rápida, ou seja: roupas mais leves. Além disso, é importante ter calçados adequados para trilhas, como tênis e botas específicas.
Precisa de guia para passear na Chapada dos Veadeiros?
Algumas trilhas e passeios podem ser feitos sem guia, mas o ideal é ter um profissional que conheça bem os locais, deixando o passeio mais interessante e seguro.
Quantos dias são ideais para aproveitar a Chapada dos Veadeiros?
São tantos locais interessantes que o ideal é ficar, pelo menos, uma semana inteira. Se possível, fique mais dias para conseguir aproveitar todas as trilhas e cachoeiras disponíveis.